11 de junho de 2015

Dobradinha de Petisco com linguiça






Esta receita, trás-me recordações de imensa de saudade...

Fui para Lourenço Marques, com 11 anos, e morar com os meus tios (na casa grande de estilo colonial). O meu tio gostava muito de cozinhar, e depois das grandes caçadas havia sempre bons petiscos.


Deixei a companhia deles, apenas quando casei, mas não ficámos longe. Compramos duas moradias na Machava, num bairro novo que fomos inaugurar. A minha casa era rodeada de relva e lindas flores...   foi ali que os meus filhos aprenderam a andar.

Mas sempre que havia oportunidade e o calor convidava, vinha-mos para o jardim. Na mesa colocávamos as cervejas, que eram de 1 litro e  apelidadas de bazucas, e junto o petisco que tinha-mos  preparado. Belos serões de demoradas e despretensiosas conversas, só incomodados com os mosquitos e com o calor desmesurado.






Quando íamos a uma cervejaria ou tipo snack bar e se pedia cerveja, infalivelmente era acompanhada de um pratinho de petisco e... oferta da casa. As ameijoas eram famosas e em quantidade ou  uns camarões médios cozidos ou uma dobradinha com alguns feijões brancos e meias rodela de cenoura ou simplesmente amendoins. Talvez a dedicação e gosto aos petiscos, tivesse surgido por aí...

Ele gostava muito de preparar petiscos com dobrada, mas este que hoje  trago, era um dos que eu mais gostava.





Aqui, nestes links vão encontrar as explicações necessárias para a lavagem, preparação e cozedura da dobrada.

Preparação das tripas ou dobrada




Ingredientes para o caldo de cozedura
Para  2 kg de dobrada, 
1 cenoura, 
1 raminho de salsa, 
1/2 alho francês, 
2 folhas de louro, 
1 colher de chá, bem cheia de pimenta preta em grão 
sal e 2 cravinhos.
1/2 caldo de carne
1 rodela pequena de limão

Dobradinha Petisco de com Linguiça

Ingredientes


A dobrada, cortada em pedaços

250 g de linguiça picada, na 123 ou robot de cozinha
2 cebolas médias, bem picadinhas
2 tomates pequenos ou 3, em calda, triturados
1 dl de azeite
1 colher de sopa bem cheia de manteiga
2 folhas de louro
2 colheres de sopa de vinho do Porto 
3 a 4 dentes de alho, esmagados com a casca
1 colher de café, de noz moscada, ou ralada da noz directamente
um raminho de salsa, sal e pimenta preta de moinho
1 a 2 dl de caldo da cozedura da dobrada

    • Quando a dobrada é preparada e cozida como é indicado na receita, o caldo dessa cozedura fica óptimo para a preparação da mesma. Se optar por outro liquido, substitua por caldo de galinha ou de carne.
    Refogue a cebola com o azeite, salpique com um pouco de sal mexa bem e adicione os alhos, o louro, a noz moscada e pimenta moída. Quando a cebola começar a querer dourar acrescente uma porção de linguiça picada e deixar fervilhar 2 a 3 minutos(a linguiça adicionada nesta fase do refogado solta mais aromas, concentrando mais os sabores) use, 1 a 2 colheres de sopa.  Pessoalmente, gosto de a adicionar na fase seguinte.

    Junte a dobrada e após envolver bem acrescente um pouco de caldo para que possa fervilhar e ainda, a salsa e a linguiça (guardando um pouco para decorar a taça no final). 

    O tempo de cozedura da dobrada depende da qualidade, e do gosto de quem a vai degustar. Se necessário acrescente mais caldo.

    Cá em casa gostamos dela bem macia, neste caso dou sempre um desconto, para que a   a linguiça possa ao ferver e soltar seu sabores, não coza demasiado a dobrada. Antes de desligar o lume deite o vinho do porto deixe levantar fervura, desligue o lume e se for placa afaste do disco quente e adicione a manteiga.

    Que não foi o caso desta, pois cozeu um pouqinho demais. Gosto também de reservar um pouco de linguiça e polvilhar o prato antes de "Petiscar"






    Não gosto de bebidas muitas frescas, mesmo no verão, mas para este petisco, estes tres sabores são indispensáveis. 





    7 de junho de 2015

    Bolo de Chocolate... 3 minutos...







    E quando bate a vontade... de saborear uma fatia daquele bolo... fofo e ainda morno, acabado de fazer...







    Neste século e como por magia, prepara-se um bolo em poucos minutos, com as novas tecnologias e receitas de liquidificador... é só escolher. Mas à quase meio século, era um pouco (muito) diferente. Mesmo após ter chegado ao mercado a revolucionária Kenwood, eram ainda muito morosas, 
    as preparações. Comprei a minha Kenwood em 1970 e, ainda é a minha companheira de aventuras. 

    E, quando no meu livro Coisas Boas, descobri esta receita, Bolo de Chocolate de 3 minutos... melhor seria impossível e havia que experimentar... e tendo resultado em pleno passou a ser imprescindível, na minha cozinha e à nossa mesa. 

    Apesar de novas receitas e de fácil confeção, a nossa mascote permanece... assim como os seus sabores!!






    Passei então à cozinha: escolhi aquela... receita. Liguei o forno e comecei a preparar a pesagem dos ingredientes...


    Ingredientes

    Colocar na taça da batedeira, pela ordem indicada, (é importante esta ordem), os seguintes ingredientes:

    25 g de chocolate em pó
    2  ovos 
    80 g de manteiga, não gelada
    3  colheres de chá de fermento em pó (9 g)
    125 g de farinha, sem fermento
    200 g de açúcar
    1 dl de leite

    1 colher de chá de baunilha e 2 colheres de chá de canela é facultativo, e eu não utilizo.

    Preparação

    Misturar os ingrediente apenas um pouco e bate-los fortemente 3 minutos. Vai ao forno em temperatura de 170ºC. Forma untada e polvilhada.










    Finalmente ia saborear a minha fatia de bolo... que acompanhei com um pouco de nata simples, sem açúcar !!!


                                                               Provem e... bom apetite !!

    3 de junho de 2015

    Saberes... com o Ruibarbo !!



                                                        




    • Como podemos verificar são duas as variedades desta  planta. Os seus caules podem ser verdes ou vermelhos e crescem até cerca de 90 cm de altura
    • Esta coloração dos talos mais verde tem o interior muito claro e que vai reflectir-se no resultado final de qualquer aplicação ou preparação, obtém-se  muito pouca coloração após a cozedura.





















    Há mais de 2.000 anos que a raiz do ruibarbo tem sido usado principalmente na medicina Chinesa.
    • A planta (Rheum rhabarbarum L.) pertence ao género Rheum da família das Poliygonaceae (igual ao trigo sarraceno)
    • Os rizomas (raiz) secos, são usados para fins medicinais (laxativo, principalmente) e também como remédio popular para uma vasta gama de doenças O papel medicinal do ruibarbo fez o preço da raiz seca subir, e em 1542, ruibarbo era vendido por dez vezes o preço da canela na França, e em 1657 era vendido por mais de duas vezes o preço do ópio na Inglaterra.
    •  Os talos como fontes de alimentos.
    • As folhas são venenosas devido à presença de ácido oxálico. Os talos também tem, mas menor quantidade.


    • Ruibarbo é uma planta que prospera em climas frios e teve origem na China, bem como no Tibete, Mongólia, Sibéria e regiões vizinhas. A planta é um arbusto vivaz que sobrevive aos Invernos rigorosos pelas raízes carnudas e grossas.
    • Na China foi usada como um remedio por mais de 4.000 anos.
    • O ruibarbo, também era muito utilizado e vendido pelos viajantes da rota da seda
    • Os seus caules podem ser verdes ou vermelhos e crescem até cerca de 90 cm de altura
    • Como alimento começou a ser utilizado por volta de século XIII, quando chegou à Grã- Bretanha. Ainda hoje é na Grã- Bretanha que se produz e consome a maior parte do ruibarbo
    • Actualmente é cultivada em grande parte da Europa e dos E.U.A
    • O seu sabor único faz do ruibardo um dos legumes predilectos dos grandes cozinheiros para a confeção de tartes, gelatinas, molhos, sumos e sobremesas.























    Esta foto já nos revela talos com boa coloração. Podendo assim, obter-se  uma preparação com mais cor.

    Foi preparada  com   estes  talos,  provenientes de Hamburgo, que comprei  numa  feirinha de agricultores !!
























    A partir de século XVIII, ruibarbo começou a ser consumido em alimentos, principalmente bebidas e guisados de carne.
    • É um pouco complexo de definir, mas também é um ingrediente muito especial, o Ruibarbo rosado e vermelho, tem um gosto amargo muito distinto e apenas tornando-o ideal para sobremesas e preparações doces, sua acidez harmoniza com açúcar, mel ou outros frutos 
    • É também ideal para compotas e conservas combinando bem com outras frutas, laranjas, morangos ou outros chamados bagas - frutos vermelhos. 
    • Seu tom característico, de rosa brilhante a este tom avermelhado e, juntamente com o seu sabor e aroma mostra uma estética como poucos em prato.



          Compota,  

    300 g de ruibarbo
    150 de açúcar

    Usei estas quantidades para rechear os cupcakes 


    Corte os talos do ruibarbo em pedaços de 3 a 4 cm, numa frigideira coloque o açúcar e por cima, os talos, envolva no açúcar e deixe cozinhar muito lentamente por pouco mais de 5 minutos, se ficarem mais tempo ficam como os meus, que cozinharam demasiado.

    Para que fiquem macios e inteiros, assim que o açúcar começar a dissolver-se diminu-a a temperatura para o mínimo e, com o recipiente tapado.





    1 de junho de 2015

    Cupcakes de Ruibarbo







    Participar no desfile do do Dia Um... Na Cozinha, é uma partilha de conhecimentos e convívio . 

    Fico muito feliz por hoje poder participar. Todos os Dias Uns... são especiais, mas hoje , é duplamente especial... também se celebra o 2º aniversário do grupo, e chegámos 25ª  edição.


    Fico muito feliz por hoje poder participar. Todos os Dias Uns... são especiais, mas hoje , é duplamente especial... também se celebra o 2º aniversário do grupo, e chegámos 25ª  edição.

    Parabéns a todos os participantes deste passatempo, e, um carinho especial para as os mentores deste progecto.






    .





















    Sabem aquelas crianças que lhes atrai fazer garotices proibidas...  foi o que eu fiz, quando viajei de Hamburgo. Na mala de porão e bem acondicionado, vieram uns  talos de Ruibarbo com as suas de cores lindas e brilhantes!!!















     assim... fiz os meus Cupcakes!!



























    Ingredientes dos cupcakes

    215 g de açúcar
    200 g de farinha
    120 g de margarina
    4  ovos
    1 dl de leite
    1 colher de sopa, não muito cheia, de fermento em pó
    1 colher de chá de baunilha

    Preparação

    Bata as gemas com o açúcar  um pouco e adicione a margarina, à temperatura ambiente, bata por mais 2 minutos e adicione o leite e a baunilha, envolva e acrescente a farinha, batendo para misturar. Junte o fermento depois desta mistura batida, as as claras e, envolva muito bem.

    Temperatura do forno a 170º C por 15 a 20 minutos


    Cobertura de buttercream

    !80 g de manteiga de boa qualidade
    1 colher de sopa de leite
    380 g de açúcar fino
    2 colheres de sopa de sumo de limão 
    1 colher de chá de baunilha

    Preparação

    Bata a manteiga por 5 minutos, adicione o leite sem parar de bater, assim como o sumo de limão e bata um pouco e acrescente o açúcar. A velocidade moderada bata por mais 5 a 7 minutos.
    Como não gostamos de cremes muito doces, só coloquei essa quantidade mas, fica menos firme.




















































    Compota

    300 g de ruibarbo
    150 de açúcar

    Corta-se os talos do ruibarbo em pedaços de 3 a 4 cm e numa frigideira coloca-se o açúcar e por cima os talos, envolve-se no açúcar e deixa-se cozinhar muito lentamente por pouco mais de 5 minutos, se ficarem mais tempo ficam como os meus, que cozinharam demasiado.





    Depois de frio recheei-os com a compota e coloquei a cobertura. É justamente pela acidez que o Ruibarbo é tão apreciado. Ingrediente exótico que vale a pena mesmo... experimentar.
    O contraste dessa acidez, com o doce da cobertura, é difícil descrever... só provando !!  



























    Não me foi possível, falar das ricas propriedades desta planta, tanto na medicina como na culinária. Mas breve, breve, eu volto.










    24 de maio de 2015

    Bolinhos de Coco... e a brisa Moçambicana



















    Estou de volta... 

    Foi de estrema importância esta minha ausência tão prolongada. Os últimos meses do ano que terminou, foram muito difíceis de superar. Descansei, passeei, e prometo, que na próxima postagem vos trarei imagens lindas de cidades que conheci.
























    E hoje venho só oferecer uns bolinhos de coco para o lanche. São muito simples, mas com a sua história. 
    Aproxima-se o verão e temperaturas mais elevadas, mas para preparar bolinhos para um chá, há sempre disposição.

    Passado mais de meio século, ainda recordo o paladar e a alegria de quando se fazia os pequenos beijinhos de coco que rescindiam seu aroma intenso pela cozinha  . Era uma simples mistura de três ingredientes que colocávamos em pequenas colheradas sobre o tabuleiro do forno. 

    A ansiedade da espera parecia prolongar o tempo de cozedura, e só nos alegrávamos quando o douradinho começava a aparecer no alto dos bolinhos. Saídos do forno ainda existia nova prova de resistência... esperar que arrefecessem. 

























    E  na grande varanda, vinha-mos saboreá-los juntamente com os perfumes que as Acácias desprendiam levados pela suave brisa de fim de tarde. Era ainda uma jovem perto da adolescência, mas a magia daquela cidade ficou dentro de nós.  


    Aprendi a gostar de coco, em Lourenço Marques. Na frente da nossa casa, originalíssima pelo seu  estilo colonial, existia um grande coqueiro que se erguia bem esguio, protegendo bem lá no alto os seus frutos... mas, não o suficiente para os experimentados habitantes locais, que os trepavam com agilidade e assim recolhiam os grandes cocos.
























    Mas nestes bolinhos fiz duas alterações, adicionei um iogurte simples sem açúcar e 1 colher de sopa de farinha de amêndoa.

    Ingredientes 
      
    4 ovos
    150 g de açúcar
    250 g de coco
    +
     iogurte simples sem açúcar
    25 g de farinha de amêndoa ou de milho (fubá)

    Preparação


    Coloque todos os ingredientes numa taça e mexa para que se misturem bem. Coloque as forminhas de papel posicionadas sobre as de alumínio, como este preparado não leva fermento, pode preenche-las até ao cimo. Leve ao forno pré-aquecido a 170º C, por 15 a 20 minutos, mas verifique para que não assem em demasia.






























    4 de março de 2015

    Biscoitos de Nozes e... a Metáfora da Ampulheta































    Fazer este blog foi um desafio...  mas eu gosto desafios, e este, era um e muito especial !!


    Foi com entusiasmo que cliquei... "Publicar"... em Agosto de 2010...  era ainda só um prótotipo de blog, e eu já me sentia um nadinha orgulhosa. Aí, fui aprender como se fazia. Recorri aos fóruns e dicas blogger. Com algumas interrupções de permeio e dois anos depois, já quase lhe podia chamar, de blog !!

    Fui acrescentando os complementos que descobria e como se aplicavam. Cada descoberta era efusivamente festejada, mas o percurso... ainda não está terminado...

    Tive alegrias, conheci pessoas maravilhosas e fui feliz. Desencantos... também os tive, mágoas e frustração de nos julgarem sem qualquer fundamento. Os amigos... quando julgam... questionam...!! 

    Agora, e após  essas pequenas paragens, é neste apeadeiro que vou permanecer algum tempo.
    Não muito...  porque a areia da ampulheta, não pára de cair !!!








    A vida é uma ampulheta onde a areia que cai são os dias da existência que vão passando como possibilidades, são várias, inúmeras; elas aparecem todos os dias, a todos os momentos.

    O que tenho construído no decorrer da existência? O que vou vai deixar de realizar, de concreto neste mundo?

    A areia que está na parte superior são as possibilidades a serem realizadas, porém, posso escolher uma de cada vez a cada situação que me for apresentada e posso transferir para a parte do realizado (a parte inferior da ampulheta) apenas uma escolha de cada vez.

    Uma escolha que vou guiando. Que vou traçando. Onde vou deixando a minha marca neste mundo concreto, e tenho nas mãos a possibilidade de escolher, de tomar as rédeas em cada realização de valor e sentido, e onde a areia descansada no fundo dela, é tudo aquilo que construiu.

    Escolho, ou tenho fugido de escolher? A fuga da escolha, não é uma escolha.

    Com todo o meu tempo que passou, haverá mais areia caída no fundo da ampulheta do que areia para cair. O realizado vai tornando-se cada vez mais cheio, do que a parte das possibilidades...
    Pedaços de texto, do blog Othimize-se






    Hoje trago uns biscoitos muito simples e alguns sem nozes, para quem não gosta, cá em casa. Muito rápidos e fáceis de preparar. Guardados numa lata, permanecem ótimos, por dias.   






    Ingredientes

    100 g de açúcar
    200 g de farinha com fermento
    60 g de amido de milho (maizena)
    50 de noz, bem triturada
    80 g de manteiga ou margarina
    1 dl de leite
    2  ovos
    1/2  colher de café, de sal
    1 colher de chá de fermento em pó (5g)
    Noz para colocar em cada biscoito

    Preparação

    Polvilhe bem, um tabuleiro com farinha e reserve. Pré-aquecer o forno a 180ºC.

    Parta as nozes e reserve as metades inteiras para a decoração, os pedaços partidos, triture.

    Numa tigela misture o açúcar com as farinhas peneiradas, o miolo de noz e o fermento, abra uma cova no centro, derreta a margarina, sem deixar aquecer muito, junte o leite e misture com os ovos ligeiramente batidos.

    Deite o preparado batido na tigela que tem a farinha, e mexa com a colher de pau até sentir que todos os ingredientes estão envolvidos.

    Deite colheradas de massa no tabuleiro ligeiramente separadas, até terminar a massa e coloque a noz nos biscoitos. 

    Leve ao forno pré-aquecido por 15 a 20 minutos, mantenha vigilância para não dourarem em demasiado e não se tornarem muito secos.





    Nos últimos meses de 2014, prescindi de mim... e dediquei-me à minha mãe, doente e em fase terminal. Agora, preciso de um tempo para mim, gostar de mim, e voltar a viver para mim... !!

    E assim, dedicar-me ao meu blog com mais  animo, mais estabilidade e, principalmente ter mais tempo... para não descurar os meus seguidores e também, a qualidade dos meus ...

       " Saberes com Sabores"        

              Até Breve !!


    25 de fevereiro de 2015

    Bolo de Chocolate no Microondas







    Alguns dos nossos hábitos com o passar dos anos,  tornam-se naquela rotina que não deixa ver, mais além... e  surgem as tendências, as novas tecnologias, e por vezes há relutância em aderir a essas inovações, e sem explicação...

    Poderá ser, a teimosia, a desconfiança ou o comodismo dos hábitos... mas vencidos os medos, a obra nasce e sentimo-nos muito bem.





    Ainda não tinha cozinhado nada doce no microondas. Receitas.. vi muitas, mas anida não me tinha proposto a experimentar, e, um empurrãozinho...  fez o clic, e nasceu esta delícia!

    Estava num estabelecimento que abriu recentemente, na zona onde resido, já na caixa de pagamento e conversando com a proprietária e minha seguidora, diz-me com agrado. -Tenho uma receita para si: um bolo original, de fácil de preparação e é cozido numa caixa de plástico com tampa. Comprei ali mesmo a caixa e vim logo para casa... experimentar !!






    Ingredientes

    125 g de chocolate de culinária
    125 g de manteiga
    125 g de açúcar
    125 g de farinha com fermento (adicionei, mais 1 colher de chá de fermento em pó)
    4  ovos, categoria L

    Vai necessitar de uma caixa plástica com tampa, para uso de microondas

    Preparação 
    • Coloque na caixa de plástica, a manteiga e o chocolate partido em pequenos pedaços e leve a derreter no microondas. 
    • Verifique para que não aqueça demasiado, só o suficiente para que o chocolate derreta.
    • Adicione a esta mistura o açúcar e mexa bem, de seguida acrescente a farinha envolvendo toda a mistura.
    • Finalmente, junte ao preparado um ovo de cada vez, mexendo e envolvendo após cada adição. 
    • tape a caixa, abra o respirador e leve ao microondas. A temperatura não me foi indicada mas, depois de fazer o primeiro bolo quase no máximo, e ter ficado ligeiramente seco, alterei no segundo (que é este),  para  um pouco só, acima da temperatura média. Ficou muito fofo.
    • Convém testar com palito para não ter surpresas, cada marca de aparelhos têm as suas  caraterísticas e pode haver diferenças. 
    • Desenforma muito bem, mas deixando na caixa até amornar vai beneficiar a textura do bolo







    Esta segunda experiência ainda não era para ser fotografada, preparei-a para um almoço de família. A minha neta mais velha, já foi minha fotografa há algum tempo, mas por vezes ainda lhe peço que fotografe. Para este, como a N estava no sofá, as fotos, ficaram meio em viés







    Esta é a caixa plástica que me serviu de forma para o bolo.