1 de junho de 2016

Uma Pausa...







Vão fazer uma pausa... Por motivos pessoais e prementes!

Não posso prever o espaço de tempo que estarei ausente, mas tudo farei para que não se prolongue muito tempo.
Na volta, a todos visitarei, para provar as delícias que saem dessas cozinhas.

Um abraço e até breve!




26 de maio de 2016

Queijadinhas de Coco






 "Aromas e Sabores da Doçaria conventual"... com história !!

Cremosa e de pequeno tamanho, a queijadinha regional, faz também parte do nosso património gastronómico.




De Norte a Sul, as queijadas são muitas e especiais... por ora... ficamos com estas quatro, mas, com muita história...

Conta-nos... O Caminheiro de Sintra -Ter-se encontrado referencias às "Queijadas de Sintra" como fazendo parte de pagamento de foros, no ano de 1227 (Século XIII), quando reinava D Sancho II. O Capelo (podem-se consultar documentos arquivados na Torre do Tombo, que o atestam).

"Donas Amélias" são uma receita típica  da Ilha Terceira, tendo a sua origem em 1901, a quando da visita régia da rainha D. Amélia e do rei D. Carlos pela Ilha Terceira. Os habitantes da ilha ofereceram ao Rei e à Rainha como forma de agradecimento, as queijadas, atribuindo  assim o nome da Rainha aos doces, como forma de homenagem.
              
"Brisas do Lis" autenticas embaixadoras da gastronomia da cidade e região de Leiria. Estão associadas ao antigo Convento de Santana, hoje demolido, onde as religiosa se dedicavam ao seu fabrico. O segredo da receita deste doce conventual foi passado por uma freira a uma senhora muito devota e sua amiga, proprietária do café Colonial. Este café ainda hoje existe, sendo o mais antigo e conhecido da cidade. O fabrico das Brisas de Lis foi-se espalhando pelas pastelarias de Leiria sendo muito procuradas não só por quem a visita mas também pelos seus habitantes.

"Queijada de Pereira"  é um doce tradicional da freguesia de Pereira, concelho e Montemor-o-Velho. Fazendo parte da memória coletiva deste lugar desde tempos remotos e sendo referenciada no Foral Manuelino de 1513. O seu modo de fabrico artesanal tem sido transmitido através das gerações, e executado apenas por mulheres...
A divulgação e preservação deste doce a cargo por gentes de Pereira, que à quase duas décadas tem vindo a organizar a festa da queijada acarinhando assim, as tradições.




As queijadinhas que trago hoje são atuais ( falam por si, os ingredientes) mas também deliciosas. Acredito que vão gostar !!

Ingredientes
1 lata de leite condensado
1 pacote de 200 ml, nata (de bater)
180 gr de coco ralado
5 ovos pequenos
1 lima, pequena
1 colher de chá de fermento em pó (cheia)

Preparação
Pré aqueça o forno a 190ºC.

Na taça da batedeira, junte os ovos, o leite condensado, a nata, e bata em velocidade média por 1 minuto, termine, adicionando a raspa da lima. 
Acrescente o coco e o fermento em pó, bata por mais 30 segundos... e a massa está pronta a utilizar.
Utilize formas de silicone, ou então: unte e polvilhe as forminhas tradicionais.
Pode colocar diretemente nas forminhas de papel, mas a massa tende a  agarrar.

Cinco minutos após colocar o tabuleiro no forno, reduza a temperatura para 170ºC. O tempo de cozedura, varia mediante os fornos. O meu, é muito forte e tenho de a reduzir sempre um pouco. Pelo aspeto e pela cor vá verificando a cozedura +/- 20 minutos.
Para que as suas queijadinhas fiquem douradas e cremosas, a temperatura tem que ser elevada, mas controle a temperatura.








Bom fim de semana para todos vós !!

20 de maio de 2016

Donauwelle Cake {Bolo Ondas do Danúbio}





Para a 4ª edição do Sweet World,  as amigas, Lia { Lemon & Vanilla} e Susana {Basta Cheio} desafiou-nos para criarmos um Bolo Donauwelle.
Bolo de origem Alemã e Austríaco, o Donauwelle Cake, deve o seu nome ao rio Danúbio, que atravessa ambos os países e às suas águas turbulentas.
É um bolo composto de várias camadas, e recheado de cerejas amargas, as quais conhecemos, como a "ginja" das quais se faz a tradicional ginjinha.
E por falar em ginjinha... não podia deixar de vos mostrar uma verdadeira ginginha !!
Esteve perto de 10 anos guardada num garrafão muito original... sem a caspa de plástico, de vidro muito escuro e, com uma pega ternurenta, de tão original.
E por aqui me fico... porque o resto... falaremos na publicação... como fazer Ginjinha !!







Ingredientes
- Bolo:

3 ovos
140g de açúcar
1 colher de chá, de essencia de baunilha
100ml de óleo vegetal
150ml de leite + 1 colher de sopa
230g de farinha com fermento
2 colheres de chá de cacau em pó
400 de cereja em calda

Preparação

Escorrer as cerejas meia hora antes. Depois de bem escorridas polvilhá-las com um pouco de farinha e envolver ( para não caírem no fundo durante a cozedura). Untar uma forma quadrada com 21x21cm ou (20x20cm) e forrar com papel vegetal.
Bater os ovos com a baunilha durante 10 minutos até obter um creme esbranquiçado e volumoso.
Juntar o óleo e bater até ficar integrado.
Por fim juntar o leite alternadamente com a farinha. peneirada e envolver delicadamente, até ficar homogéneo.
Colocar um terço da massa numa taça, juntar o cacau e uma colher de sopa de leite. Reservar.
Deitar a massa branca na forma e alisar bem.
Por cima espalhar com cuidado a massa de cacau de forma a cobrir a branca sem misturar as mesmas.
Espalhar as cerejas por cima e pressionar uma a uma ligeiramente.
Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 35 minutos, ou até o palito sair seco.
Desenforme e deixe arrefecer completamente sobre uma grelha.
Ingredientes
- Para a calda:

175ml de água
2 colheres de sopa de rum (ou ginjinha)
1 colher de sopa de açúcar

Preparação

Misture a água, o rum, o açúcar numa tacinha e misture até dissolver.

Ingredientes
- Para o creme mousseline:

250ml de leite
1 colher de chá de essência de baunilha
100g de açúcar
1 ovo + 1 gema
55g de maizena
140g de manteiga, à temperatura ambiente

Colocar o leite e a baunilha num tachinho e levar ao lume até levantar fervura,
Bater o ovo + gema com o restante açúcar, juntar a maizena e bater mais um pouco.
Por fim juntar um pouco do leite bem quente e mexer bem.
Juntar o leite restante e levar ao lume para engrossar, mexendo sem parar com uma vara de arames, durante 3 minuto até a Maizena estar cozida, a mistura estar bem espessa e começar a ferver.
Transferir a mistura para uma taça e cobrir com película aderente. Deixar arrefecer completamente.
Depois de fria, colocar a mistura na taça da batedeira e bater, juntando a manteiga um bocadinho de cada vez até obter um creme macio, leve e fofo.

Ingredientes
- Cobertura

100g de chocolate de culinária
50ml de leite
1 colher de sopa de manteiga

Preparação

Colocar todos os ingredientes e levar a derreter (levei ao micro ondas). Misturar até ficar homogéneo. Reservar.

Para finalizar e montar o bolo.

Colocar o bolo arrefecido de volta na forma.
Pincelar toda a superfície com a calda (usei ginjinha).
Cobrir o bolo com o creme mousseline, alisando bem a superfície com uma espátula.
Por cima deste espalhar o chocolate derretido e arrefecido, alisar e depois passar com os dentes do garfo, por forma a criar o aspeto ondulado.
Colocar a forma por umas horas no frigorífico, até as camadas ficarem firmes, ou de preferência, de um dia para o outro. Na altura de servir desenforme o bolo e cortar em quadrados 










O comentário de uma carinhosa seguidora,  foi muito oportuno  ao referir-se às ondas do "Danúbio".
É que este bonito ondular, é feito com um utensílio acrílico, para o efeito. Compra-se nas casa de material de hotelaria. Deixo a foto, para verem o meu que é muito simples. Possivelmente já haverá outros mais sofisticados !!







12 de maio de 2016

Cabrito Assado com Alho Francês





Como já não trago assados há algum tempo, hoje escolhi... uma das das tradições da nossa astronomia portuguesa. E durante décadas fui fiel ao tempero tradicional. 
Mas, mudam-se os tempos, e mudam-se as vontades... e assim fui alterando, experimentando, e presentemente é esta a receita que utilizo e que faz sucesso.




Gostamos muito da carne de cabrito, seja qual a forma de a preparar. Mas, a assado no forno é a eleita.
Anteriormente temperava-o da forma mais tradicional, onde o colorau, vinho branco e banha, eram os protagonistas principais do tempero.
Presentemente não utilizo colorau, e vinho, só não existindo alternativa.
O colorau, substituí por pimento vermelho fresco (aqui não utilizo a conserva de pimento) e o vinho, por vinagre balsâmico biológico (ou outro, mas de muito boa qualidade). A banha é também substituída por azeite. O alho francês liga na perfeição com a carne de cabrito e é um aliado de valor.
Este cabrito que usei pesava 8 kg. Para assar escolho a pá e a perna, e ainda posso usar também a costela inteira sem cortes, para não secar. 
O Tomilho seco tem um aroma forte, convém usar com moderação na cozedura. Após retirar do forno e ainda em quente pode "abusar"...

   

Ingredientes para:

2 kg de carne
2 alhos franceses médios (só a parte branca), cortado ao meio, no sentido do comprimento
1/2 pimento vermelho, médio
6 destes de alho, grandes
4 folhas de louro
2 dl de azeite
3 colheres de sopa de vinagre balsâmico, Biológico, do El Corte Inglés
3 dl de caldo de carne 
7 a 8 pés de salsa, grandes
4 malaguetas, vermelhas e verdes
Tomilho seco
sal q. b.
Salsa para salpicar na travessa

Pão de mistura para acompanhar

Preparação

Pré aqueça o forno a 170ºC.
Prepare as peças de carne que vai assar ou peça que o talhante as prepare. A carne deve estar bem refrigerada quando a temperar, e se necessário, seque com um pano para o tempero aderir bem à carne.
Eu coloco no copo da varinha mágica, porque são poucas as quantidades, os alhos, o pimento em pequenos pedaços, o sal, o vinagre balsâmico, o azeite e trituro até obter uma pasta cremosa. 
Na assadeira que vai levar ao forno, coloque no fundo a salsa, o louro, a carne e tempere com o preparado que triturou. Disponha na forma e rodeia em volta e a meio com os pedaços de alho francês as malaguetas abertas ao comprido e louro. Salpique com o tomilho seco e reserve no frio 4 a 5 horas ,tapado com folha de alumínio.
Retire do frio 1 a 1,30 horas, antes de levar ao forno. 
Vamos falar do caldo de carne. Se já o tiver preparado, ótimo. Caso contrário, pode optar por caldo instantâneo (knorr ou outro). Dissolva o caldo em pouca água quente e adicione, pedaços de salsa, 2 folhas de louro partidas e 1 alho esmagado com casca. Acrescente a restante água, mas fria e reserve.
Coloque a carne no forno e deixe alourar lentamente. Regue com um pouco de caldo de carne e vire a carne para alourar igualmente do lado oposto. De meia em meia hora regue a carne com uma pequena concha  de caldo e seguidamente com a calda da assadeira. Se estiver a alourar em demasia cubra com a folha de alumínio.
A função do caldo de carne ser frio, é para provocar um arrefecimento na carne e não ser tão prejudicial para a nossa saúde. Os assados que não ultrapassem os 160 a 170ºC são mais saudáveis.
  



O cabrito assado deve ser sempre acompanhado de um bom pão de mistura. Seria uma falta imperdoável a sua ausência :)




Estas batatas douradas, são da receita das Batatas da Avó.

Gosto de juntar também algumas Echalotes, mas como não tinha, usei mesmo cebolinha nova e pequena.





 Preparação e conserva de malagueta.

7 de maio de 2016

Pavlova com Ganache de Chocolate e Frutos vermelhos






Esta seria a minha participação para o Dia Um... da Cozinha !!
Não foi possível... mas não deixaria de publicar... e por vários motivos!!
Seria uma singela homenagem à minha Mãe, partiu mas estará sempre presente, e sendo recente não me vou alongar.
Depois... é a receita de uma amiga que muito estimo!!!
E depois... não tenho palavras... experimentem, e irão dar-me razão!!!




Gosto da pavlova bem estaladiça, como já tinha escolhido a receita para a emissão do passatempo não hesitei.   
Do Lemon e Vanilla da Lia querida, veio a excelente receita, dei mais um tempinho de calor de forno, e resultou muito bem !! 
O Ruibarbo é insubstituível sem duvida e sou fã, mas recorri aos frutos vermelhos que também são deliciosos.
Aqui, reuni tudo o que gosto:
Adoro ganache.
Suspiro com Pavlovas crocantes.
E delicio-me com frutos vermelhos.
  



Ingredientes  (para uma pavlova de 22 cm)

200gr de açúcar refinado branco
1 1/2 colher (chá) Maisena
4 claras de ovo grande (L)
1/4  colher (chá) sal
1/8 colher (chá) cremor de tártaro
1 colher (chá) de essência de baunilha
1 colher (chá) vinagre, de vinho branco

Preparação

Aquecer o forno a 110ºC.
Numa folha de papel vegetal, desenhe um circulo com 22 cm de diâmetro. Colocar o papel vegetal sobre um tabuleiro, com a parte riscada virado para baixo.
Numa taça misture bem o açúcar com a Maizena.
Na taça da batedeira elétrica coloque as claras, sal e o cremor de tártaro.
Bater em velocidade média, até obter picos ligeiros.
Com a batedeira em velocidade máxima, adicione o açúcar/Maizena, uma colher de sopa de cada vez, batendo bem entre cada adição.
Quando todo o açúcar tiver sido adicionado, continuar a bater por cerca de 7 minutos, ou até obter uma mistura espessa e brilhante.
Colocar a mistura sobre o circulo desenhado no papel vegetal, por forma a preencher o circulo e, ao mesmo tempo, criando uma cratera (não muito profunda) no centro do merengue.
Levar ao forno por 1 a 1 hora e meia, ou até que o merengue esteja seco ao toque.
Desligue o forno e abra ligeiramente a porta do forno, colocando uma colher de pau ou um pano para travar a porta, por forma a que circule o ar.
Deixe o merengue arrefecer completamente dentro do forno.
Mas... como de manhã não estava como eu gosto, aqueci o forno novamente e a 120ºC e deixei-o no forno o tempo suficiente até ficar com o aspeto que podem ver nas fotos. 








Uma flor para minha mãe...




Uma boa sobremesa para o seu domingo.

Bom apetite !!

28 de abril de 2016

Risoto de Ervilha de Quebrar


Perguntas-me por que compro arroz e flores?
Compro arroz para viver e flores para ter algo pelo que viver.
Confuncío




Gosto muito de ervilha de quebrar, e com gulodice aguardo a sua época, principalmente se for caseira ou {biológica}. Quando as olhei.. no mercadinho aqui ao lado da minha casa, logo imaginei que um belo Risoto  iria fazer as minhas delícias. Sim; as minhas, porque o marido não gosta. 
Não faltava o Parmigiano Reggiano nem um pedaço de bom presunto... só a arroz arbóreo estava em falta, para preparar essa iguaria... 
Arroz de grão pequeno, que se tornou num dos pratos mais marcantes da cozinha Italiana. Não somente por ser de fácil preparo, mas também por se poder usar os produtos do dia a dia, além da versatilidade de preparação.
O Risoto surgiu em diversos pontos do norte de Itália, principalmente na Lombardia, e, segundo alguns historiadores, nasceu no XI, trazido para Itália pelos Sarracenos {uma das formas usada pelos cristãos da idade média para designarem genericamente os Árabes e Muçulmanos}.
Sendo um arroz mais gordinho e com uma maior quantidade de amido, faz com que o Risoto ganhe a sua cremosidade caraterística.



Ingredientes

[Para 4 Pessoas]


200g de de arroz Arbóreo
500g de ervilha de quebrar
1 cebola, média
2 dentes de alho
1 copo de vinho branco
80 de manteiga, dividida em 6 cubos
1 a 2 colheres (sopa) de queijo parmesão, ralado no momento
4 a 5 colheres (sopa) de azeite
7,5 dl de caldo de legumes, +/- 7 conchas
Sal
150g de presunto







Preparação

Prepare o caldo de legumes. Corte uma cebola, uma cenoura pequena, um pouco de alho francês e água fria. Após 10 minutos de fervura e com o lume alto, adicione as ervilhas e deixe ferver alguns minutos, retire arrefeça-as em água fria, e após e estarem escorridas reserve. O caldo continuará no lume para se manter bem quente.
Corte o presunto em pequenos cubos e leve ao lume com um pouco de azeite deixando que fervilhe em lume muito brando, salpique com um pouco de água, deixe que absorva e reserve.

Aqueça o azeite com três cubos de manteiga num tacho e refogue o alho e a cebola picados. Junte o arroz. Mexa o preparado para envolver e fritar o arroz ligeiramente (não deve alourar), adicione o vinho branco e continue a mexer para que o álcool se evapore.

Comece a adicionar o caldo gradualmente e coado, em quantidade suficiente para cobrir o arroz, mexa e deixe absorver. Repita esta operação durante 15 minutos. Corte algumas ervilhas ao meio, reserve duas ou três para decorar, e adicione as restantes ao arroz. Junte mais caldo mexa e deixe absorver. Prove para corrigir temperos e deixe fervilhar por mais alguns minutos. A ervilha também deve ficar "al dente". Agora finalize o risoto que deve estar quase pronto, acrescente o queijo parmesão. Retire do lume adicione a restante manteiga, que deve estar gelada, no centro do tacho e mexa pelas laterais até a manteiga derreter, servirá para dar brilho ao risoto. Serva de imediato, decorei com as ervilhas e ralei no prato, mais um pouco de queijo.
Pode ou não, completar a decoração com o presunto. Ou optar por adicionar o presunto no início da preparação. Só alterará a cor e textura.












20 de abril de 2016

Simnel Cake






Começo a minha participação dirigindo-me a todos, mas em especial aos mentores deste projeto. Lia do Lemon e Vanilla e Susana do Basta Cheio. Cada participação iguala ou supera em todo o seu esplendor. Beleza, originalidade, e, repletos de aromas e sabores. 
E assim chegámos à 3ª edição do Sweet world:

"Simnel Cake"

Como fã incondicional de massapão e frutos secos... a minha escolha só poderia recair na preposta da Susana, Basta Cheio. E dessa forma, recorri também ao seu relato.
Importa começar por contar que as referências à sua existência remontam à época medieval.
A origem do termo "Simnel" sendo dúbia, entende-se que pode ser alusivo ao uso da melhor e mais fina farinha, já que deriva do latim "similla" que significa "fine flour". É um bolo festivo da época da Páscoa, também usado nas comemorações do dia da Mãe. Bastante durável no tempo e resistente a grandes viagens.
Não conhecia este bolo, "Simnel Cake". Um bolo repleto de frutos secos, logo, intenso, aromatizado pelas especiarias e pela raspa dos citrinos, e com a caraterística de levar uma fatia de massapão a meio da massa crua, a quando, se coloca na forma. A introdução de massapão na massa de bolos, é um método muito utilizado nos países do norte da Europa. 

Neste caso não se fundiu a rodela central, mas sim recheámos o bolo com ele a frio. Possui ainda 11 ou 12 bolinhas de massapão na cobertura, que representam os 11sapóstolos e Jesus Cristo, ou apanas os 11 apóstolos. Excluindo sempre Judas.




Não sendo de difícil execução, representa alguma técnica e pormenores menos usuais nos bolos comuns. Por exemplo: o tempo de cozedura (impossível de cumprir) Em parte, por não ter levado a rodela de passapão a meio da massa. O uso de papel vegetal como "chaminé" no topo da forma, já conhecia e é fundamental para este género de massas. O massapão é simples de fazer e não deve assustar ninguém, mas  necessita que a amêndoa seja reduzida a farinha fina. 




Esta lousa não será da época medieval, mas é provável que tenha mais de dois séculos. Cobria os currais do gado na quinta, e antes do meu avô já por lá tinham estado mais de três gerações. Eram muitas mas foram desviadas... ainda restam duas ou três, mas devem pesar cada uma mais de 20 kg.




(Receita do livro Dellia's Cakes, de Delia Smith)

Ingredientes

Massapão

90 gr  de açúcar em pó + algum para polvilhar
90 gr  de açúcar
1 ovo grande, ligeiramente batido
Essência de amêndoa, algumas gotas a gosto
1 colher (chá) de brandy (não usei)
175 gr de amêndoa ralada

Massa do Bolo

225 gr de farinha
1 colher (sobremesa) de fermento
1 colher (sobremesa) de especiarias (usei canela, gengibre fresco,ralado e noz moscada)
175 gr de margarina amolecida
175 r de açúcar mascavado claro
3 ovos, grandes
3 colheres (sopa) de leite
120 gr de uvas passa
120 de sultanas
70 gr de arandos
80 gr de amêndoa inteira, tostada e sem pele

Preparação

Começar pelo massapão. Peneirar o açúcar em pó juntamente com o açúcar "normal". Juntar ao ovo e mexer um pouco. Colocar a mistura sobre um recipiente com água a ferver e mexer durante 10 minutos, até a mistura ficar macia e mais espessa.
De seguida retirar do calor e colocar o recipiente em água fria, até cerca de 5 cm de altura.
Acrescentar a essência de amêndoa e mexer sempre até o preparado esfriar complete.
Nesta altura acrescentar a amêndoa ralada (peneirei antes) e, numa superfície polvilhada com açúcar em pó, amassar até formar uma pasta firme e uniforme.

Retirar a quantidade e, igualmente sobre uma superfície ligeiramente polvilhada com açúcar em pó, com o rolo pressionar, virando sempre em quartos de volta, de modo a criar a forma redonda pretendida. Quando estiver no no tamanho certo usar. Para este bolo são necessários dois círculos.