25 de agosto de 2015

Empada de Frango com Cogumelos e ...






Gosto de fazer estas empadas... é aliciante e estimula a criatividade, cada empada é uma surpresa  e só repito a pedido. Adoramos massa folhada, mas tem muitas calorias, tem.... A que  ultimamente  utilizo  não empola  tanto, mas tem a vantagem de ser uma massa pouco
gordurosa. E  mais  uma vez, faço  um   aproveitamento  de  alimentos  que    sobram  de outras refeições. Esta que hoje trago é das... a pedido... e faço-a muitas vezes !! 






Da existência que subsiste há séculos  e espalhada pelos quatro cantos do mundo, os antigos Pastelões, hoje são chamados de empadas, e no nosso país  encontram-se nas nossas mesas pelo menos desde a época Medieval.

Consistiam em unidades salgadas de grandes dimensões e recheios diversos. Só mais tarde e no século XIX os pastelões pequenos ficaram conhecidos, como empadas de caixa. E a sua origem foi um recurso usado nos dias estabelecidos de abstinência de carne, em que se servia como refeição, permitindo assim que a abstinência viesse disfarçada para a mesa.

Existem muitas versões por mundo fora. No Reino Unido os pastelões fazem parte da cozinha quotidiana. São as famosas Cornish Pasties, em que a batata é o elemento essencial no recheio e começaram por ser  uma uma refeição tradicional dos mineiros da Cornualha. A batata era a base de toda a alimentação no sul do Reino Unido e ainda na Irlanda.




São grandes as tradição: nas empanadas Sul Americanas mais típicas, o recheio consiste em tudo cortado em pedacinhos, carne, batata,cebolas e passas de uva. Depois as Pies americanas com os mais diversos recheios, doces e salgados. E que poderão ter sido levados para o Novo Mundo  por colonos ingleses.

Em Espanha as Empanadas Galegas são de inegável qualidade, tal como mas nossas Empadas Alentejanas e que podem ser consumidas como  refeição. E, temos ainda e já com massa folhada o famoso Pastel de Chaves.

Ao surgir a massa folhada, as empadas poderam  ter outra aparência e a possibilidade de um sem fim de  inovações...




Inredientes

400 g de massa folhada, convém que a embalagem, seja de duas placas de 200g cada
250 g de frango assado, desfiado
300 g de alho francês, ja cortado
250 g de cogumelos franceses, cortados em quartos
50 g de pimento vermelho laminado
0, 5 dl de azeite
2 dl de bechamel
1 folha de louro
1 ovo, para pincelar
1 colher de leite ou água
noz moscada, facultativo
tomilho, facultativo
sal





Preparação
  1. preparar todos os ingredientes como vê nas fotos.
  2. Deite o azeite no tacho e deixe que aqueça bem (sem fumegar).
  3. juntar de início o alho francês e mexer continuamente para que não queime mas que aloure ligeiramente.
  4. Acrescente os cogumelos e continue a envolver a mistura, mantenha a temperatura do lume se a 3/4 do máximo. O cogumelo com pouca temperatura começa a largar a sua humidade e perde toda a sua textura.
  5. junte a folha do louro e salpique algumas pedras de sal.
  6. Após 2 minutos não mais, acrescente o pimento e envolva toda a mistura.
  7. Finalmente o frango e de imediato tempere com a noz moscada a gosto, mexa toda a mistura por um minuto e adicione o molho bechamel bem quente, envolva  e retire do lume. Se utilizar o tomilho, é nesta altura que perfuma o recheio.

O molho bechamel aqui, tem a função de tornar os ingredientes levemente cremosos e mais Homogéneos.  





Como pode verificar os legumes não estão passados, os cogumelos estão (al dente) e o frango mantém a sua textura.
Do segundo ao sétimo item, a preparação não deve ultrapassar os 10 minutos a 8. Deixe arrefecer completamente antes de a aplicar na massa folhada.

Estando este preparado frio, polvilhe ligeiramente a bancada e retire a massa folhada do frio e estende-a sobre um pouco de farinha, procure não ultrapassar a medida pretendida. Esta minha tinha por medida, 25 cm por 20 cm. Após a massa esticada e para a colocar no tabuleiro utilize o rolo, sem polvilhar a massa com farinha, enrole a massa no rolo e deixe escorregar para o tabuleiro desenrolando. Com um garfo pique toda a extensão que vai levar o recheio.  Pré aqueça o forno a 250º C e quando colocar a empada reduza um pouco (230)





A massa que vai cobrir a empada tem que ser ligeiramente maior devido ao volume do recheio. Pincele com água fria toda a área de massa sem recheio e use a mesma técnica de enrolar a massa no rolo para que a possa colocar sem dificuldade. Faça uma ligeira pressão com os dedos sobre a área que foi molhada, e com uma faca afiada apare as extremidades. Dissolva a gema com uma colher de chá de leite (ou água) e pincele a tarte. Evite que a gema escorra para as extremidades e cortes, dificultando assim o folhar. 


  


Etapas
  1. Assim que a massa crescer e ficar com tom dourado, mais ou menos escuro, pois depende do gosto, e que deve levar +/- 15 a 20 minuto.
  2. Baixe a temperatura do forno para 130º C e a empada fica no forno mais 15 minutos. 
Estas duas etapas são de extrema importância, a 1ª etapa, é para a massa adquirir o seu volume, parecendo até, estar já pronta. A 2ª etapa, vai firmar a estrutura do interior da massa, deixando-a cozida e crocante.








Façam as vossas experiências !!

Mas... utilizem pouca farinha a esticar a massa folhada. A que uso, é a do Mini-preço.

13 de agosto de 2015

Bolo Mil Folhas com Ovos Moles



O aniversário da minha filha já foi e não tive oportunidade de publicar o bolo. E nem fatia sobrou para a foto...



"Parabéns" minha filha por mais esta data
Parabéns pela beleza que espalhas por onde passas!
Parabéns pela doçura dos teus gestos - pela ternura que sempre
têm tuas  palavras.
Parabéns minha filha por teres crescido assim, tão cheia de vida, de alegria,
enchendo nossos dias de uma paz verdadeira - a paz do amor.
Como mãe, sinto-me orgulhosa por seres a pessoa que és: sincera; meiga;
inteligente; leal; lutadora; uma profissional vencedora; alguém que planeia e realiza. 
Vai em frente. Continua no caminho que escolheste - estarei aqui -  hoje e sempre.
Da mãe que te adora.

Este ano preparei um dos bolos que mais gostas !! 




Ingredientes para a massa do bolo

4 ovos 
Açúcar - o peso dos ovos
Farinha - metade do peso dos ovos
1  colher de sopa de água morna
Tabuleiro de 30cm x 35cm, untado e forrado com papel vegetal, também untado.

Preparação

Bata as gemas com a água e o açúcar até obter um creme fofo e esbranquiçado. Bata as claras em castelo bem firme e adicione à mistura das gemas com leveza, e a farinha peneirada. Envolva com suavidade, em movimentos debaixo para cima. Deite a massa no tabuleiro e alise. Leve ao forno pré-aquecido a 170º C, verifique ao fim de 10 minutos, depende muito dos fornos, mas a massa não deve secar. 

Desenforme o bolo, corte ao meio e enxarope com a calda.




Ingredientes para os ovos moles e massa folhada

400 g  de açúcar
4  gemas
3  ovos inteiros
2  dl de água
1  placa de massa folhada de 300 g, no máximo

Preparação


Misture o açúcar com a água, e leve ao lume a ferver 2 minutos, retire e deixe amornar muito bem. Junte as gemas com os ovos batidos e leve novamente ao lume para engrossar mexendo sempre para não queimar. Deve fervilhar muito levemente quase 2 minutos. Deixe arrefecer completamente antes de utilizar.

Massa folhada

Estique a massa folhada e tome por medida uma metade da massa do bolo, mas terá ainda de deixar pelo menos 3 cm a mais nas margens de cada lado, porque a massa ao cozer, vai crescer e pode perder medidas.

  


Cobertura e Xarope

150 g de amêndoa cortada em laminas
Açúcar em pó para polvilhar

150 g de açúcar
1,5 dl de água
1 cálice de licor 

Preparação do xarope

Leve a ferver a água com o açúcar 3 minutos. Retire do lume adicione o licor e enxarope o bolo de imediato.

Montagem do bolo

  1. Coloque uma das metades do bolo sobre uma base fixa e barre com os ovos moles. 
  2. Por cima vai por a placa de massa folhada e barre também com ovos moles, por fim, coloque a segunda metade do bolo. 
  3. Com uma boa faca de serrilha apare as quatro laterais do bolo, cubra com ovos moles. 
  4. Salpique abundantemente com a amêndoa, por forma a quase cobrir a massa e polvilhe com açúcar em pó.




Notas 
  • O meu bolo tem muito pouca amêndoa porque havia... quem não gostasse.
  • Na calda de enxaropar pode substituir o licor pelo aroma que mais gostar, Ex: casca de limão, pau de canela, baunilha....

Receita do Chefe Silva
Prosa da web        

1 de agosto de 2015

Sumo Detox de Fruta e Nozes






A alimentação é, sem dúvida, o hábito que mais influencia a nossa saúde. Os efeitos benéficos de uma alimentação sã, são aumentados quando se praticam outros comportamentos de saúde: ar puro, agua, sol, exercício físico, repouso e boa disposição mental.
Mas como os excessos não deixam de  acontecer na nossa alimentação, há que estar atento para poder compensar e repor os nutrientes essenciais. 

E foi com essa convicção que hoje estamos a partilhar, uma forma saudável de manter o equilíbrio no nosso organismo. 


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Os sumos desintoxicantes melhoram o desempenho da nossa memória, aumenta o nosso bem estar, assim como no sistema imunológico. Hidratam a pele e melhoram o sono...



Ingredientes

1 fatia de melão, 200 g
1 fatia de melancia 150 g
1 ameixa
2 laranjas em sumo
5 nozes grandes
1 rodela de gengibre
folhas de hortelã

Preparação

Coloquei no copo da varinha a fruta arranjada, as nozes e o sumo da laranja. Triturei mas de forma a que se sentisse as nozes.



Com o meu Sumo Detox participo nesta edição de Agosto, de  Dia Um... Na Cozinha.  










31 de julho de 2015

A Minha Frittata






Vem de longe o meu gosto especial em omeletes, não as tradicionais, mais do género de frittatas e tortilhas. Esta semana, veio a saudade e vontade de saborear aquele gostinho do ovo perfumado de aromas. Gosto de ovo de todas as maneiras, e são muitas... desde criança que tinha por hábito ir ao galinheiro buscar o ovo para a gemada, como eu gostava daquele creme amarelinho que depois de pronto ficava tão fofo. E para completar o meu manjar, esfarelava muito bem, um pedaço de miolo de broa. 

Então... sentava-me na grande escada de pedra, que cada degrau era um bom encosto para a minha altura... e com o sol a bater na ramada eu lambuzava-me de gemada com broa. Depois fui para Oeiras (Lisboa) e na grande cidade preparavam-se ovos de outras maneiras... que maravilha!!




Mas foi em Lourenço Marques que o Père,  pai do meu tio mas que todos assim o tratavam, me deu a conhecer, o paladar singular do que até poderia ser, uma omelete. 
A partir dessa base e se havia sobras de carne assada, adicionava os restantes ingredientes e fazia a nossa omelete. Os anos foram passando e a tradição manteve-se. Quando meu filho casou e vinham comer connosco, também a fazia porque a minha nora gostava muito, tanto que, quando estive agora com eles em Hamburgo foi um dos desejos que foram satisfeitos.




A Tortilha teve origem no século XVIII como meio de subsistência para classes desfavorecidas, e por vezes, ainda acrescentavam além da batata, pedaços de pão ou outras coisas...  a Frittata é muito idêntica, mas a cozedura é no forno.

A minha omelete tendo surgido na segunda metade do século XIX, também tem cá em casa, a utilidade de reaproveitar os alimentos que sobram. Tenho uma caixa na arca congeladora para essa finalidade, mas também e como esta, foi preparada com alimentos sem serem congelados, e se o marido gostasse, quando a coloquei no forno tinha-a polvilhado com queijo...

Ingredientes

1/2 cebola laminada
1 pedaço de pimento verde
1 pedaço de pimenta vermelho
2 dentes de alho esmagados
2 folhas de louro
3 colheres de sopa de azeite
sal

Estes ingredientes, são os que estão aqui a fervilhar.




200g de carne assada, de porco 
3 fatias de fiambre extra 
1 rodela de gengibre picada
Corte as carnes em pedaços e pique finamente o gengibre




1 raminho bom de salsa, picada groseiramente
100 a 150 g  de batata frita (ou cozida)   




Deite na frigideira, as carnes, o gengibre picado, a salsa e batatas, mantenha a temperatura média para não queimar e envolva os ingredientes na cebolada,  deixe alguns minutos para os sabores e aromas se libertarem.





5 ovos 
2 dl de leite
Tempere de sal e pimenta preta de moinho

Reduza a temperatura do lume um pouco e bata os ovos 1 minuto, tempere com sal e pimenta de moinho.




Deite uniformemente a mistura do leite e ovos, sobre o preparado na frigideira e sacuda para não pegar. 



Tape a frigideira 1 a 2 minutos antes de levar ao forno.




O forno estava pré-aquecido a 190 ºC.. Introduzi a frigideira destapada no forno e deixei só mais 4 a 5 minutos. 


Não desenformei porque esta frigideira pega um pouco, retirei com espátula. O tempo de cozedura foi relativamente rápido devido às quantidades serem pequenas e a frigideira que ficou menos de meia, caso tivesse colocado mais ingredientes, os tempos de lume e forno seriam completamente diferentes.

A variante de ingredientes serão à nossa escolha, assim como especiarias e ervas aromáticas. Como o  marido não gosta dos novos aromas da culinária, não coloquei. 

30 de julho de 2015

Tarte folhada de Carne com Batata Gratinada... um almoço singular !!






O nosso almoço no Domingo, em família, foi até sui generes para o habitué gastronómico do meu marido. Tinha sobrado ainda bastante recheio das empadas (que ele não gosta), mas como de massa folhada todos adoram: estava decidido o almoço. Faltava-me mais qualquer coisa... acompanhar a empada só com salada.... ora! Não estávamos de regime. 
Batata gratinada seria excelente, a receita é um pouco light, mas muito agradável. Comparo as batatas gratinadas, aquelas receitas, que tendo todas o mesmo nome.. falta-lhe o apelido...
Esta é uma receita tipo inglesa, muito simples mas que acompanha muito bem assados e grelhados.




Não tive oportunidade de tirar as fotos antes de ir para a mesa... e mais tarde, a máquina não pode fazer milagres.




Ingredientes para a tarte
  • Forma, tarteira com 30cm de diametro
  • Pré aquecer o forno a 250ºC

500 g  de massa folhada, comprei uma embalagem com duas placas de 250 g cada uma, de massa folhada
700 g de carne, já cozinhada e picada
1,5 dl de molho da carne
300 g de molho bechamel
1  ovo
Papel vegetal 

Preparação

Forre a forma com o papel e reserve. 
Leve ao lume um recipiente, e deite a carne e o molho, misture e deixe aquecer bem, adicione o bechamel e começando a ferver retire e deixe arrefecer bem. A massa folhada não reage bem a recheios quentes.

A massa folhada só deve ser preparada depois do recheio frio. Forre a forma com a massa deite o recheio e espalhe bem. Coloque um circulo de massa a cobrir a forma e una as beiras com as duas massas juntas. Dilua a gema com uma colher de chá de leite e pincele a tarte. Com o cabo de uma colher de pau e bem no centro da tarte, fure a massa fazendo uma uma abertura, tem a função de  deixar  o vapor sair e tornar a massa crocante.

Leve ao forno e baixe a temperatura para 200ºC (se a temperatura do forno for forte) se alourar muito depressa, coloque um tabuleiro por cima. Mantenha esta temperatura de 20 a 30 minutos, e baixe para 140ºC por mais 20 minutos. Retire do forno, pegue nas pontas do papel vegetal tire da forma e ponha sobre uma mesa, com duas espátulas transfira para uma travessa.


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Ingrediente para a batata gratinada

1 kg de batata para cozer, que não se desfaça 
2,5 dl de leite, meio gordo ou magro
2 dl de caldo de galinha, dissolvi 2/3  de caldo knorr na água
Nóz moscada
Pimenta preta de moinho
sal
1 pacote de queijo ralado do Dia gosto do, ralado 4 Queijos, bom para gratinar 


Preparação

Descasque as batatas e corte em rodelas finas, espalhe-as   bem acamadas na assadeira. O recipiente deve  permitir que as batata  não fiquem  com muita altura. Polvilhe   generosamente com noz moscada  e a pimenta moída. Aqueça bem o leite com a água, o caldo knorr e umas pedrinhas de sal, verta sobre as batatas por forma que os temperos com que as polvilhou penetrem no seu interior. 

Tape com uma folha de alumínio e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC. O tempo de cozedura depende da qualidade da batata. Convém verificar 30 minutos depois, espete com um garfo, quando estiverem quase cozidas espalhe o queijo e baixe o lume para 150ºC até o queijo derreter e alourar.

Não querendo usar queijo, coloque nozes (pedacinhos) de manteiga e polvilhe com bolacha de água e sal mal triturada.



28 de julho de 2015

Tarte de Amêndoa... e a Lenda das Amendoeiras...






Tinha já a história elaborada para esta receita, quando fui convidada para para participar de um  passatempo, e, como  o  meu  tempo  cada  vez  tem  menos  tempo...  eu vou  contar a história... Adoro "história" e também, narrar vivências...

As minhas narrativas faz-e lembrar esta sinopse.

"É essa uma das poucas vantagens da velhice: poder viajar no tempo. Não como faz a juventude com o privilégio de ansiar pelo futuro, mas ironicamente em marcha-atrás. Recebendo lições de modéstia ,deixando pelo caminho as certezas que o não eram, rindo de ter tomado a sério a palavra eternidade.
Pó Cinza e Recordações de José Rentes de Carvalho



Era uma vez...

Há muito muito tempo antes da independência de portugal, quando o Algarve ou ALGARBH ainda pertencia aos mouros, reinava Ibne-Almundim, guerreiro terrível que nunca tinha conhecido uma derrota, Ora, um dia, após uma batalha da qual saiu vencedor contra um senhor dos países do norte, surgiu, perante os prisioneiros, uma linda princesa. 

Cedo o rei apaixonou-se por essa beleza nórdica de nome Gilda. O amor foi correspondido e marcaram logo casamento. Porém, apesar das festividades e do seu amor pelo califa, a princesa ia ficando cada vez mais triste e melancólica até que um dia já não conseguiu levantar-se da cama. 
Apavorado, o rei mandou chamar todos os sábios do país para que encontrassem uma cura de tão estranha doença que se tinha apoderado da sua amada, Mas nada conseguiram para melhorar a saúde da princesa. Até que um dia um velho poeta nórdico prisioneiro do rei, em troca a sua liberdade, disse que sabia de que mal sofria a princesa.

Revelou então ao rei que a bela Gilda sofriam de nostalgia da brancura dos campos cobertos de neve do seu país natal. O rei ordenou então que plantassem junto ao palácio milhares de amendoeiras para que quando florissem cobrissem a terra de um manto branco. Ao chegar a primavera, o rei levou a princesa até à janela do terraço, que maravilhada com tão lindo espectáculo, conseguiu iludir a saudade. Recuperando a alegria de viver.
Lendas de Portugal







Esta tarte, há muitas décadas... estava na lista das favoritas!! Sempre presente numa mesa de festa... "não deixando os seus créditos por mesas alheias"



Ingredientes

275 g de açúcar
185 g de manteiga
300 g de farinha, extra-fina sem fermento
250 g de amêndoa, grande e espalmada 
3  ovos
1/2 colher ( chá) de fermento em pó

Para o brilho

2 colheres de sopa bem cheias, de geleia a seu gosto
1 colher de sopa bem cheia, de vinho do Porto


Preparação

Deite na taça da batedeira, a manteiga (não substitua por margarina o resultado final é muito inferior), o açúcar, as gemas e bater bem 7 a 8 minutos. Adiciona-se a farinha com o fermento e as claras em castelo.

Forma com 32 cm de diâmetro, muito bem untada e polvilhada. Forno pré-aquecido a 170ºC, por 25 a 30 minutos. Mas tudo depende do seu forno. Entretanto leve ao lume um pequeno recipiente com a geleia e o vinho do porto, em lume brando deixe ferver uns segundos.

Quando retirar a tarte do forno pincele de imediato com o preparado aquecido.

Nota  Não substitua a manteiga por margarina, o resultado final é muito inferior.


É também com esta receita que vou participar no passatempo do blog "Cozinha sem Segredos". A um produto Açoriano.
A manteiga Loreto que ocupa um lugar na nossa mesa à muito tempo, é suave e de paladar distinto.






17 de julho de 2015

Empadinhas de Carne





A famosa frase..."Na Natureza nada se cria e nada se perde, tudo se transforma.  De, Antoine Laurente de Lavoisier, "pai" de  química moderna", pode aplicar-se muitíssimo bem, na culinária. Em épocas conturbadas como a que está a acontecer, é necessário usar todos os recursos para economizar.

É fácil depreender que actualmente menos refeições são servidas nos restaurantes, e trocadas pelas "prestigiadas" e excelentes marmitas. Como a "necessidade aguça o engenho" a criatividade faz sem duvida, surgir novas receitas, temperos e sabores... e até potenciais cozinheiros... o dom... estava adormecido.




Quando se faz um assado ou um estufado, podemos beneficiar dessa oportunidade, e usar uma quantidade superior de carne que poderemos   empregar   para outras confecções, no momento ou congelar em recipiente  com uma etiqueta  descriminando o conteúdo. Poderá entretanto, haver  mais sobras que  queira aproveitar   mas não a curto prazo, então, segue os passos anteriores e congela até surgir a oportunidade de a confeccionar.




E aquelas circunstancias que deparamos e para as quais não tínhamos planos. Foi o que me aconteceu: Fiz um assado no forno com muita quantidade de carne, mas com os  patês e as frutas (gosto de colocar fruta laminada para acompanhar a refeição). Sobrou muita carne e, soube logo que destino lhe dar.

Estas empadas são receita do Chefe Silva, de 1974, durante muito tempo foram um dos companheiros dos piqueniques, mas já não as fazia há imenso tempo. Foi bom... é que as recordações fizeram-me companhia.




Ingredientes para o recheio

250 g de carne picada, assada ou estufada
1/2 cebola, picada
2 dentes de alho, picado
25 g de margarina (1 colher de sopa)
10 g de farinha (1 colher de sobremesa)
1/2 copo de vinho braco
1/2 chávena de caldo de carne
Noz moscada
Pimenta de moinho
Um raminho de salsa picada

Preparação

  1. Estufar a cebola na margarina, juntar o alho e deixe apurar um pouco. 
  2. Polvilhe o refogado  com a farinha, envolva e adicione o vinho, deixe ferver 1 ou 2 minutos e deite o caldo de carne. 
  3. Verifique o tempero e adicione a pimenta de moinho e a noz moscada. O molho deve ser suficiente para envolver a carne e esta,não se esfarelar. 
  4. Deite a carne, envolva no molho e deixe levantar ferver. Retire e deixe arrefecer. A textura deste preparado tem que ficar seca para não estragar a massa nas formas.




Ingredientes para amassa

250 g de farinha
200 g de margarina
250 g de puré de batata
Forminhas para untar e polvilhar (irei experimentar de silicone)

Preparação
  1. Retire a margarina frigorífico para ficar à temperatura ambiente.
  2. Coza as batatas triture e reserve tapadas.Pese a farinha e peneire
  3. Comece por esfarelar a margarina com a farinha e acrescente o puré da batata. Esta massa não deve ser amassada, os três ingrediente são esfarelados levemente só com as pontas dos dedos. Não é difícil porque a massa é muito macia



  1. Retire pedaços de massa e coloque e coloque dentro da forma, com um pouco de farinha no meio para poder forrar a forma sem a massa se pegar aos dedos. 
  2. Deve ficar com uma espessura de 5mm no minimo, com uma faca retire o excesso de massa Depois de todas as formas preparadas coloque o recheio. 
  3. Agora vamos à etapa que considero mais aborrecido. Tapar as formas: e então vamos lá...
  4. Como não se  pode tender a massa com o rolo, terá que, na mesa enfarinhada e sem carregar muito, estenda a massa calcando com a palma das mãos. Com um cortador ou copo com a medida, corte circulos,  coloque sobre as formas e pressione um pouco.
  5. Depois de todas tapadas são pinceladas com a gema do ovo dissolvida numa colher de sobremesa, de leite.
  6. Colocar no forno pré aquecido a 170º C e depois reduza para 160º C, verifique a tonalidade, quando estiverem douradas estão cozidas. Nunca menos de 30 minutos. 




Nota
  1. Se utilizar carne com molho, já não necessita de fazer a preparação do refogado. Adicione à carne, leve ao lume e deixe começar a ferver, rectifique temperos e está pronta