10 de novembro de 2014

O Selo Very Inspiring Blogger Award!





Voltei !!
E com o mesmo selinho, oferecido pela Jozy de Cozinhando com Josy. amiga querida que muito considero !!
Porque... a outra postagem, sem querer... excluí. 


Selo Very Inspiring Blogger Award!





Neste momento não tenho possibilidade de lembrar do texto anterior, mas a minha intenção foi homenagear quem tem blog. Ter um blog, partilhar beleza e sabedoria, em cada postagem é um compromisso assumido, para com os nossos seguidores, e a quem nos visita. 
Preparar todas as etapas até à publicação torna-se tão absorvente, que esqueçe do tempo passar. 

Hoje estou junto de vós, incentivada pela minha filha que me dizia -Transmite o que sabes mãe!  Tem sido esse, o meu objétivo.   


E agora as regras básicas...






1 - Sou filha mãe avo tia e cunhada, amo todos e a vida, mas adoro cozinhar.

2 - Não gosto de rotina.

3 - Fascinam-me os desafios.

4 - Abomino a mentira e a inveja e preso muito o respeito.

5 - Sou apaixonada pela leitura, aquela música especial e também um bom filme. Adoro animais.

6 - Amo muito e respeito a culinária. É uma arte e um dom. 

7 - Para mim a família é o bem mais precioso.


Vou indicar quinze blogs para partilharem este selo. Respeito quem não gosta ou não tem disponibilidade de tempo. Segui os passos da Josy e mencionei por ordem alfabética.


Catarina - A cozinha da kinhas

Dora - Ideia Genial

Eva - Aventura culinária

Isabel - Brisa Marítima

Leonor - Na Cozinha da Leonor

Lina - Comidadeconforto

Maria Ferreira - Cantinho Passatempo

Oslaine - Fazendo Arte

Sileni - Fotos e Prosas

Xana Bertolo - Ratatui dos Pobres



Como errei... Tinha de corrigir! 

Assim: trago novamente o selinho, que me foi oferecido por uma amiga por quem tenho afeto e admiração. Na Cozinha da Josy encontramos boas sugestões de salgados e de doces gulosos, e  ainda... muito um calor humano. Obrigada Josy !!!











1 de novembro de 2014

Compota de Cenoura com Brandy




























Presentemente temos as conservas doces em quantidade e à escolha, em qualquer loja de produtos alimentares. Sabemos que contêm aditivos e sei lá, mais... Mas quando o tempo escasseia e na época de as preparar não nos prevenimos, ou até nem se gosta de fazer compotas e doces, recorremos a esses... e é só escolher.

Longe vai o tempo, que, pela economia que representava e pelo recurso que são no inverno, quando a fruta rareava, a preparação das conservas eram indispensáveis. O doce tem uma longa história, A sua origem remota à Idade Média, quando era feito de marmelos cozinhados em mel, vinho e especiarias e se chamava marmelade.




























É fundamental fazer com que com que as nossas tradições não não sejam esquecidas. E assim... Nesta época, as cozinhas libertam aromas suaves ou intensos que penetram por toda a casa, e é a divisão mais visitada... Pelo mestre das caldas de açúcar, e pelos voluntários que se mostram prontos... Para provar e dar a sua opinião. 

A arte de conservar pode transformar um armário comum num espaço mágico de coisas boas, bonitas, apetitosas, e proporcionar alegria tanto para dar como para receber. Podendo ser transformado num serviço de salvação para emergências - tais como aniversário - quando um presente se torna obrigatório e não está comprado.




Aqui, na Preparação de Compotas, encontrará explicações muito úteis!


E com uma compota de cenoura, gengibre e brande... participo neste excelênte desafio. Dia Um... Na Cozinha.

A noz é facultativo, coloco só no pão para não descarecterizar os sabores da compota e quanto ao Brande... encho primeiro e rápidamente uns frascos com  compota e então é que adiciono a bebida. Mas outras vezes sigo a receita, a fio... 



Ingredientes

1  kg de cenouras novas
900 ml  de água
Raspa fina e sumo de de dois limões grandes, mas com a casca ainda levemente esverdeada 
1 colher de sopa  de gengibre, raspada fina
30 ml (2 colheres de sopa) de brande
Nozes,  facultativo

Modo de preparar

  1. Corte as duas extremidades, raspe e corte as cenouras às fatias. Coloque as cenouras e a água num tacho de doce e deixe ferver. Baixe o lumee ponha a cozinhar, tapado, durante 20 minutos, ou até as cenouras ficarem bem macias. Escorra a água que tiver e reduza as cenouras a puré.
  2. Coloque de novo as cenouras no tacho. Junte à massa das cenouras o açúcar aquecido, raspa e sumo de limão e raspa de gengibre. Mexa em lume brando, até o açúcar se dissolver completamente.
  3. Aumente o lume e ferva rápidamente a mistura, sem mexer, 15 a 20 minutos, ou até chegar ao ponto. Retire o tacho do lume, para verificar. O termómetro do açúcar deve indicar 104ºC, ou faça o teste do prato frio.
  4. Com o tacho fora do lume, retire toda a espuma da superficie da compota, com uma colher de metal de cabo comprido. Misture o brande.
  5. Despeje imediatamente a compota nos frascos esterilizados e aquecidos, até 3mm do cimo. Vede os frascos e coloque as etiquetas. 

































24 de outubro de 2014

Caril de Frango... E Despertar Lembranças






Este tradicional prato Indiano e caraterizado  por uma  seleção de  especiarias, é falado  e degustado em todo o mundo. Há muitas variantes com receitas de caril que gosto de fazer: frango, cabrito, de camarão ou lagostins, mas ainda existia um crustáceo mais especial que fazia as nossas delicias e que  elegi como  fazendo o melhor caril. Era com um caranguejo especial  apanhado em braços de mar e em terras negras e lamacentas.




























Foi em Lourenço Marques (Maputo) que provei pela primeira vez o Caril... e preparado com as especiarias escolhidas por nós, e adquiridas no mercado Xipananine, que  tinha de tudo um pouco. Ainda existe, noutro contexto, mas ainda lá está! Havia um envolvimento de exotismo naquele espaço, que eu, criança ainda, sentia-me encantada.

Nas tendas Indianas, as especiarias com os seus tons e aromas despertavam-nos para paragens distantes e míticas... Mas naqueles momentos, o caril e a Índia... Estavam tão próximos. E eu vigiava com atenção as especiarias escolhidas, cada qual com cor diferentes e depois de colocadas num saco de papel deixavam que os aromas nos envolvessem. 






O colorido e exotismo de frutas e legumes expostos parecia uma palete de cores...  Os vendedores colocavam os seus produtos em pequenas  bancas. Mais destinado às mulheres eram os seus produto expostos no chão, sobre um pedaço de pano ou nas capulanasque sempre as acompanhava. 

Havia um pouco de muitas coisas,  e também especialidades provenientes dae agricultura que exerciam para subsistência,  feijão Landimpedaços de cana-de-açúcar que trincava-mos com gulodice, folhas de abóbora para fazer entre outros, a Matapa, belíssima especialidade com camarão seco e amendoim  moído no pilão. 

Era um sem conta de trivialidades, mas tudo com a sua prioridade. Desde ferramentas a uma invulgar  variedade de plantas que usavam na medicina  alternativa. Recolhi algumas imagens da Web, atuais, bem diferentes daquele Xipamanine, que eu aos onze anos visitava com meu tio aos domingos. As tendas Indianas devem ter desaparecido, mas deixo uma imagem diferente da original. Só para recordar, as cores que eu tanto gostava. 

Com a escolha desses aromas e naquela paz... De Domingo. Preparava-mos o nosso Caril !! 





Ingredientes

1  frango de campo com 2 kg
1  cebola grande (350g)
1 dl de azeite
6  dentes de alho, grandes
10  cravinhos
2  paus de canela médios
1  colher de chá, cheia, de cominhos
4  colheres de sopa de caril, Margão, é o que me dá confiança 
3  piripiri
2  tomates grandes bem maduros (500g) 
1  frasco ou lata de leite de coco
1  limão
1  pedaço de gengibre ralado (1 colher de sopa bem cheia)
1  batata, média
1  maçã doce, média
1  raminho de salsa
750ml de leite
100 g de coco seco
200 g de arroz agulha de boa qualidade





  •  Antes de iniciar as seguintes etapas, vai preparar o leite de coco: coloque numa panelinha o leite, o coco e pode deixar hidratar por 1 hora. Ligue depois o lume no minimo e deixe a mistura ferver brandamente 30 mínutos ou um pouco mais. Triture bem com a varinha e deixe arrefecer para que a sua mão suporte a temperatura do leite. Coe o preparado, prepara um pano limpo e isento de aromas, verta a mistura no pano e torça o máximo que puder,  reserve. O sabor fica excelente. Experiente e verá a diferença. Procure sempre o leite de coco, de boa qualidade.
  • Na véspera corte o frango em pedaços pequenos, tempere com o sumo de limão, um pouco de sal, 3 alhos esmagados, 2 cravinhos (desfazer as cabecinhas), 1/2 pau de canela, uma pitada de cominhos e um pouco de azeite. Envolver bem todos os temperos e guardar no frio.
  • No dia seguinte, refogar lentamente a cebola com os alhos e o gengibre ralado até ficar translúcida, juntar os cravinhos e o pau de canela, cozinhe mais um pouco e junte o frango, vá mexendo enquanto refoga um pouco e começe a perder a cor de crú, deite o tomate triturado.
  • Envolva tudo muito bem, junte a salsa e deixe ferver 10 minutos. Deite metade do leite de coco, mexa e junte o caril, após ferver mais 5 minutos deite o restante leite de coco. Deixe fervilhar em lume muito brando, acrescente a batata cortada em rodelas grossas, retifique os temperos e um pouco antes de terminar a cozedura adicione a maçã ralada. Estar atento para não cozer em demasia.
  • Os tempos de cozedura variam com a qualidade do frango. Para frango normal meia hora é suficiente. Para frango do campo (2kg) pode atingir 50 minutos a 1 hora. A cozedura torna-se relativamente rápida devido ao frango ser cortado em pequenos pedaços e, aliás, não deve cozer em demasia para os pedaços de carne se manterem inteiros.
  • A adição da batata é para amaciar o molho. 





  • Preparação do Arroz: Utilize um recipiente grande, que possa levar 3,5 a 4 Litros de água. Quando a água estiver a ferve coloque o sal, lave o arroz em água abundante, escorra bem e deite na panela em que a água ferve. Mexa bem  colher de pau e deixe levantar fervura novamente, reduza o lume para médio mexa delicadamente mais uma vez e deixe cozinhar destapado. Tempos de cozedura dependem da qualidade do arroz, mas após 15 a 20 minutos vá retirando uns bagos e verifique. Quando estiver pronto retire do lume e deite 1l de água fria para parar a fervura, e  os escorredores ou peneiro prontos para escorrer. Quando falo no plural é para não ficar muito arroz em cada recipiente, passa-se muito rapidamente por água fria e deixa-se escorrer muito bem. Para aquecer, solte-o bem com um garfo e pode levar ao micro-ondas, fica ótimo. Este arroz para ficar solto, deve ficar cozido sem desmanchar e secar muito bem.

Vou deixar algumas imagens do atual Mercado Xipamanine. São fotos que retirei da web e aqui deixo o meu agradecimento.



Uma foto muito antiga




Plantas Medicinais




















As plantas medicinais nunca faltaram neste espaço. Fazem parte integrante da cultura destes povos


Passaram-se décadas, mas as tradições mantiveram-se no Mercado Xipamanine











Belos produtos... Biológicos e ricos em cor e sabores





























Foi magia... de cores e aromas. Mas também são um mecanismo contra os alimentos gordurosos, que aumentam o nosso peso e... mais!!!





























13 de outubro de 2014

Mousse de Manga com Pimenta Rosa...

























Sou portuguesa,  nascida na Beira Alta, mas a vida e eu... demos voltas e mais voltas...
Desci à capital, ainda criança... e com 11 anos fui para o Liceu... num novo Contimento. África !! 

Cheguei a Lourenço Marques, com a idade e temperamento que tudo nos fascina. Quando o grande navio largou ancora no cais africano, tínhamos alcançado o nosso destino. E quando cheguei defronte da casa  onde iria morar... Foi um encantamento !!




Era uma grande casa de estilo Colonial, enormes varandas cobertas a rodeavam. A construção encontrava-se acima do solo para ter  espaços mais arejados e evitar a humidade das chuvas.

E eram  ótimos esconderijos para brincar às escondidas. Os gatos também aí se estiravam, na sombra fresca das horas de mais calor. Na entrada da casa havia um pequeno jardim com um enorme Coqueiro.






A esse não trepávamos, mas no quintal das traseiras aproveitávamos para trepar à Amoreira e Goiabeiras. Havia também um enorme Canhoeiro, árvore cujo fruto, o canho, se faz uma bebida fermentada muito apreciada pelos nativos. O fruto quando bem maduro era muito saboroso.

Outras frutas desse clima equatorial eu gostava, mas a Manga, não fazia parte da minha ementa de frutas escolhidas. Só três décadas mais tarde... e no Rio de Janeiro, pude conhecer e deliciar-me com o sabor que guardo, como favorito das minhas frutas.






























Ingredientes

1  lata de polpa de Manga 
1  lata de leite condensado
2  pacotes de natas pasteurizadas, para bater
Pimenta rosa

Preparação

Refresque as natas para bater. Deite numa taça a polpa da manga, o leite condensado e as natas bem fresca. Com a batedeira, bata 5 a 7 minutos até que ganhe consistência fofa e cremosa. Coloque no recipiente escolhido e leve ao frio, no mínimo seis a oito horas.




Nota

  1. Com polpa da marca Continente, a textura da mousse torna-se mais firme, volumosa  e suave, mas o aroma é mais átivo.
  2. Esta que publico foi preparada com polpa do Minipreço. Fica ligeirameute mais liquida , e menos volumosa, mas para mim, ganha, em o seu aroma e paladar serem mais suave.






















Junto ao grande coqueiro, e usava o meu fato de ginástica... da época !!  




9 de outubro de 2014

Jardineira de mãozinhas de vitela




Mais uma especialidade da nossa gastronomia regional, que é disputada... Por duas localidades. 





- Há quem diga que a receita tem origem ribatejana e eu respeito a opinião. Talvez tenha imigrado para a Malveira pois desde que me lembro, e esta recordação vem dos anos cinquenta do século passado, era um dos pratos que, pelo menos nos dias de feira, faziam parte da ementa de todas as tabernas da Malveira. Se imigrou, tornou-se uma ementa adotiva da nossa terra e, por isso, aqui representada.





Considerando a história da Malveira e reconhecendo ter sido este - designadamente desde que D. Maria I autorizou, por provisão de 14 de Dezembro de 1782 a realização da feira anual que passaria, posteriormente a realizar-se também, semanalmente, à quinta-feira - um local centralizador da produção agrícola e pecuária para comercialização, funcionando durante muitos anos, o Matadouro da Malveira, é presumível a existência de gastronomia tradicional local.







Aqui chamavam-lhe "Meia-unha" pois era servida metade da mão de vitela em cada dose e, como sobrava sempre quantidade significativa das doses servidas, as cozinheiras passaram a retirar, apos a cozedura  e antes de guisar, parte da unidade - junto aos ossos - confecionando de modo semelhante e passando a chamar-lhe "roubada". Entende-se porquê!







Este artigo consta: do site da Malveira / Gastronomia, e de Orlando Soares Faustino 


Gostava muito de degustar a jardineira, no restaurante o Policia, em lisboa. Meia cana, é outro nome que também lhe atribuem. Há a mão de vaca e de vitela, difere como sabemos, no tamanho. Eu gosto mais da de vitela, coze mais rapidamente e o sabor é mais delicado.

É um dos ingredientes imprescindível nas Tripas à Moda do Porto. Já confeciono as mãozinhas à muitas décadas, era uma especialidade com muita recetividade, mas com as novas gerações e também com as novas tendências culinárias,  vai perdendo apreciadores. 

Para os que gostam... Esta ficou deliciosa !! 

Ingredientes para 5 a 6 pessoas

2  mãos de vitela
1  chouriço de boa qualidade

Ingredientes para o caldo da cozedura

1  alho francês médio e inteiro
1  cebola média 
1  cenoura grande
5  dentes de alho, esmagados e com casca
2  rodelas de limão
1  folha grande de louro
1  colher de chá de noz moscada ralada 
1  colher de café de grãos de pimenta preta
1/2 Caldo de carne
1  ramo de salsa 
1 haste pequena de aipo
Sal

Ingredientes para guisar a carne

1  cebola grande picadinha
1-1/2  dl de azeite
2  tomates grandes e bem maduros
1  cenoura grande
2  dentes de alho
2  pequenas folhas de alho
2  batatas médias por pessoa
sal e pimenta de moinho.



 Preparação

Lave muito bem as mãozinhas e coloque-as numa panela, deite água a ferver até cobrir mais ou menos, deixe levantar fervura aguarde 1 minuto e deite fora essa água. Coloque as mãozinhas  em local que possa queimar a camada de pelos rasos e fininhos que cobre partes da pele. Use o maçarico com cuidado para não se queimar.

Esta fase é a melhor para as chamuscar a pele quente fica seca os pelos queimam-se facilmente. Lave-as bem e reserve. Deite água tépida na panela e acescente todos os ingredientes do caldo, deixe levantar fervura, adicione as mãozinhas e tempere com umas pedras de sal. Tape a panela e deixe ferver em lume muito baixo (2 ou 3, na placa). A meio da cozedura retifique tempero de sal.

Estando cozidas retire as mãozinhas do caldo e reserve. 
Prepare o refogado: retire a pele e sementes ao tomate, pique ou use a picadora, corte a cenoura em meia-lua e esmague os alhos. A carne, que já deve estar morna para poder manusear, corte-a a seu gosto e retire os ossos maiores. Pode sempre deixar como a Meia-Unha. Coe o caldo, ele vai ser a maior valia para o sucesso desta receita.

Coloque a cebola picada na panela, o azeite e deixe branquear, junte o chouriço cortado, o alho, o louro e deixe fervilhar mais um pouco, adicione 1 litro de caldo, a cenoura e vai ferver um pouco para os aromas  do chouriço aromatizarem o caldo. Adicione as batatas e a carne, retifique de sal e deite a pimenta moída. O caldo vai acrescentando conforme for necessário.        


Pode também sustituir por uma jardineira congelada, com os legumes de sua preferência.




Para este prato eu gosto de utilar pão de mistura, este é cozido em forno de lenha




Mãozinhas de vitela,  Meia-Unha,  Meia-Cana... E possívelmente alguns mais !! 




4 de outubro de 2014

Bolo de Cenoura com Cobertura de Chocolate



















A minha neta mais velha, nas suas descobertas gastronómicas ficou encantada com bolo de cenoura. E eu...que nunca tive em pastelaria uma relação amistosa com a cenoura, fiquei a imaginar, como reagiria o meu palato a esse sabor!

Como a cenoura é o legume que menos me atrai comer, de forma alguma o imaginaria a ser ingrediente de um bolo meu. Entre uns pensamentos e imaginação, a minha cozinha perfumou-se com aromas de cenoura.

Havia uma compota especial, a ganhar ponto. Após a pesagem dos ingredientes na enorme bacia das cenouras descascadas sobrava ainda 4 ou 5... Olhei, e não pensei mais em regeitar a cenoura... faria um bolo para a minha neta.



















Tive que esperar atá aos sessenta...anos, para provar bolo de cenoura, será a minha expiação, porque adorei sem limit o pequeno bolo que fiz de uma receita do Ingrediente secreto, que me tinha despertado a atenção. 

Fiz uma dose mais pequena e estou a usar as medidas em peso. Considero uma falha na descrição de uma receita, usar medidas não graduadas. preparei uma calda de chocolate mais fluida para a cobertura, melhorava o aspeto e disfarçaria o gosto.

Na hora da sobremesa a N. quis fotografar assim mesmo, sem artifícios e sem... Luz! Este primeiro bolo... Foi só a uma experiência...

























Ingredientes 

3  ovos
150 g de farinha
240 g de açúcar
135 g de óleo
230 g de cenoura
5  g de fermento (1 colher de chá rasa)


Preparação

Pré aqueça o forno a 180º c


Descasque e corte em pedaços a cenoura, coloque na trituradora com as gemas, o óleo e o açúcar; triture muito bem e verta para uma taça. Bata entretanto as claras em castelo. Incorpore bem a farinha peneirada e acrescente o fermento na mistura, por ultimo, as claras em castelo e envolva suavemente.


Unte muito bem a forma ( para que o bolo desenforme bem) polvilhe com farinha, verta a massa na forma e bata na bancada para retirar bolhas de ar. 

1 de outubro de 2014

Bacalhau da avó










Esta edição de Dia Um... Na Cozinha. Fará uma homenagem Fiel, ao nosso amigo, o Bacalhau. Que vai desfilar na passadeira vermelha nas suas mais variadas receitas, para nosso deleite e regozijo.





Sabem que vivo a recordar as coisas boas do passado... e não podia ser diferente com a gastronomia!!

Gostava de poder proteger os nossos sabores e que não caíssem no esquecimento. É a cultura e tradições de um povo que devia ser acarinhada.

Todas as tendências e inovações são o nosso futuro... Mas não esqueçamos o passado...


Hoje, faço uma pequena homenagem à minha avó! É sua a receita e este também era o seu serviço de jantar. Comprado  quase um século e para a nossa casa numa pequena aldeia serrana. Foi seu desejo que eu o partilha-se o que me deixou muito feliz.

Ela sabia do meu encantamento. Nas toalhas brancas de linho as flores azuis pareciam ganhar vida era como se dançassem sacudidas por breves brisas. As louças da época eram toscas e esta fazia toda a diferença. 













Este garfo de ferro, feito manualmente, era o que usávamos diáriamente e esta toalha é de estopa genuína e também, era da avó.



Bacalhau o nosso "Fiel Amigo" !!  É a iguaria predileta cá em casa! 

Uma versão deste apelido!
Durante a Idade Média, a Igreja Católica, mantinha um rigoroso calendário onde os cristãos deveriam obedecer os dias de jejum, excluindo de sua dieta alimentar as carnes consideradas "quentes", o bacalhau era uma comida "fria" e o seu consumo era incentivado pelos comerciantes nos dias de jejum e abstinência a que se sujeitavam os portugueses.

Durante mais de um terço do ano não se podia comer carne. Mas podiam depender sempre do bacalhau seco e salgado. Garantindo também a sobrevivência das tripulações nas longas viagens que exigiam alimentos secos, que não se deteriorassem. 
Podemos considerar estas e, outras explicações... Para o nosso "Fiel Amigo"  
História e mais informações sobre o Bacalhau, pode ver aqui. 

Esta receita faço-a sempre com as postas mais baixas. Ao fritar o azeite penetra em todo o bacalhau, deixando-o macio e saboroso. Uso duas postas por pessoa, duas batatas, mas ficará também ao gosto e exigências de cada pessoa, assim 



Ingredientes para duas pessoas

4  postas médias de bacalhau

4  batatas médias
1  cebola grande (250 g)
4  dentes de alho
1  folha de louro
2,5 dl  de azeite
4  fatias de broa


Preparação

Cosa as batatas inteiras e com a casca, estando cozidas, descasque e corte a gosto. Reserve em local aquecido.

Lamine as cebolas em meia-lua e levar ao lume com azeite e um alho esmagado, salpique de sal e deixe branquear sem que fique cozida em demasia, tempere com um pouco de pimenta e reserve.

Deite um pouco do azeite numa frigideira e juntar um dente de alho esmagado com casca, deixar alourar ligeiramente e frite as fatias de broa de ambos os lados. Retire e manter em local aquecido. 

Limpe os resíduos de alho e broa da frigideira e junte mais azeite com os dois dentes de alho esmagados e com casca, assim que o alho ferver alto, coloque o bacalhau com a pele para baixo, com a temperatura médio alto vigie para que não queime e vire-o do o outro lado. 

Se a quantidade de azeite não for suficiente, acescente o necessário. Disponha as batatas e a broa na travessa, coloque por cima as postas de bacalhau e termine com a cebolada. Guarneci com azeitonas e um pouco de salsa picada, mas pode usar a sua criatividade.

Bom Apetite!! 





Notas:

Use recipiente anti-aderente, para fritar o bacalhau e a broa.





Esta fotografia, data de há sessenta anos!

Com os meus avós maternos, a quem pertencia este delicado serviço de jantar. E eu ... sempre junto deles!